A incontinência urinária — perda involuntária de urina — é uma condição frequente em idosos, mas não deve ser considerada uma consequência normal do envelhecimento. Ela tem causas identificáveis e tratamento efetivo.

O Dr. Sandro Cesar avalia e maneja a incontinência urinária como parte da Avaliação Geriátrica Ampla, reconhecendo seu impacto na qualidade de vida e na dignidade do paciente.

Tipos de incontinência urinária

1. Incontinência de Urgência

  • Necessidade súbita e incontrolável de urinar.
  • Perda de urina antes de chegar ao banheiro.
  • Frequentemente associada a bexiga hiperativa.

2. Incontinência de Esforço

  • Perda de urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço físico.
  • Mais comum em mulheres devido a enfraquecimento do assoalho pélvico.

3. Incontinência Mista

  • Combinação de urgência e esforço.

4. Incontinência por Transbordamento

  • Bexiga não se esvazia completamente.
  • Perda de urina por excesso de volume.
  • Comum em homens com hiperplasia prostática ou em casos de lesão neurológica.

5. Incontinência Funcional

  • O paciente tem controle da bexiga, mas não consegue chegar ao banheiro a tempo devido a limitações físicas ou cognitivas.

Causas e fatores contribuintes

  • Infecção urinária.
  • Medicamentos: Diuréticos, sedativos, anticolinérgicos.
  • Hiperplasia prostática (em homens).
  • Prolapso genital (em mulheres).
  • Constipação crônica.
  • Alterações cognitivas: Demência pode causar incontinência por esquecimento ou desinibição.
  • Mobilidade reduzida: Dificuldade para chegar ao banheiro a tempo.

Avaliação pelo Dr. Sandro Cesar

  • Diário miccional: Registro de frequência, volume e episódios de perda.
  • Exame físico: Avaliação abdominal, genital, neurológica.
  • Exames complementares: Urina tipo 1, urocultura, ultrassom de vias urinárias com resíduo pós-miccional.
  • Avaliação de medicamentos: Identificar medicamentos que pioram a incontinência.

Estratégias de tratamento

Medidas comportamentais:

  • Treinamento vesical: Urinar em horários programados.
  • Fisioterapia do assoalho pélvico: Exercícios de Kegel.
  • Redução de cafeína e álcool.
  • Adaptações ambientais: Facilitar acesso ao banheiro, uso de comadre ou urinol à noite.

Tratamento farmacológico:

  • Anticolinérgicos: Para bexiga hiperativa (usar com cautela em idosos).
  • Beta-3 agonistas: Mirabegrona (alternativa mais segura para idosos).
  • Estrogênio tópico: Para mulheres com atrofia vaginal.

Dispositivos e produtos:

  • Absorventes e fraldas geriátricas de qualidade.
  • Cateterismo intermitente (quando indicado).

Importante: A incontinência urinária pode ser melhorada ou até resolvida com tratamento adequado. O Dr. Sandro Cesar trabalha para devolver dignidade e conforto aos pacientes que sofrem com essa condição.

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Perguntas frequentes

Este conteúdo substitui consulta médica?

Não. O conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta, exame físico, revisão de exames ou plano terapêutico definido por um médico.

Por que a avaliação geriátrica precisa ser individualizada?

Idosos podem ter multimorbidade, fragilidade, polifarmácia e contextos familiares diferentes. Por isso, condutas seguras dependem de avaliação clínica completa.

A família pode participar do acompanhamento?

Sim. Quando autorizado pelo paciente, a participacao familiar ajuda a organizar informações, medicamentos, rotina, rede de apoio e decisões de cuidado.

Fontes e referências

As informacoes desta pagina tem finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnostico individualizado ou atendimento de urgencia e emergencia.